quinta-feira, 31 de julho de 2014

EDITORIAL DO GRUPO CENTAURO


O legado da copa para a segurança pública

A Copa do Mundo de futebol, antes contestada por uns e defendida por outros, trouxe a todos nós e deixou aqui um enorme legado de novas experiências, sensações e ideias. Talvez a gente saia dela menos medroso, bem menos disposto a repetir os erros que estávamos cometendo e não tínhamos a coragem de constatar e, como convêm as mais desenvolvidas democracias, “abrir a boca”.

Vamos começar pela pesquisa contratada pelo Grupo RBS e realizada pelo IBOPE de 13 a 16 de julho, bem no final da copa, apontando que a SEGURANÇA é a segunda maior preocupação dos Gaúchos, com 44%, estando somente a saúde na frente.

Durante o mês da copa os porto-alegrenses e os que aqui estiveram, viram e sentiram uma agradável “sensação” de segurança, mostrada, sobejamente, através da presença ostensiva de Policiais Militares, com seus meios e recursos materiais, patrocinados pela copa. Assistimos os populares andando sem medo pelas ruas da cidade, confiantes no bom serviço da Polícia Ostensiva, que ressaltava através da presença em quantidade totalmente visível do policiamento.

Ficou claro que a presença da polícia ostensiva nos espaços públicos é fator inibidor do crime e dos desvios de conduta. Restou claro, também, que os aparatos tecnológicos, usados para a detecção das condutas irregulares, são complementares ao serviço policial e não devem ser, de forma alguma, a estrela maior da segurança pública.

Na contramão das necessidades de uma adequada prestação de polícia preventiva o efetivo policial, ao longo dos anos, vem diminuindo. Vejamos em 2012 – não será citado o efetivo atual como forma de preservação estratégica do emprego de efetivo - a lei de efetivos da Brigada Militar previa um total de 34860 e ao final do ano existia 21818, faltava portanto, 13042 PM. Já na carreira de nível superior – autoridade policial militar – temos a previsão de 634 Capitães e a falta de 319.

A crescente necessidade do policiamento ostensivo junto da população e as dificuldades das Policias Militares em atender, adequadamente, esses anseios, faz com que outras organizações comecem a tomar “corpo”, aumentando consideravelmente seus efetivos e assumindo atividades de prevenção na área da segurança pública. 

Essa falta de efetivo para a execução da Policia Ostensiva está prejudicando a população, a Brigada Militar e a Carreira de Nível Superior que se vê tolhida de planejar e realizar com quantidade e qualidade adequada o policiamento para suprir as necessidades e os anseios da sociedade.

Portanto, é hora de buscar caminhos e abrir portas que nos ajudem a diminuir a tensão e a sensação de medo e de perda que começam a tomar forma.

Mas o que seria bom, de verdade, é se essa Copa deixasse uma inquietação para todo mundo em buscar soluções permanentes.

                                 Grupo Centauro

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Segurança é a segunda maior preocupação dos gaúchos

PESQUISA IBOPE NO RS
Preocupações do eleitor (em %)



  

Ficha técnica:
Contratante: Grupo RBS
Período de campo: 13 a 16 de julho
Amostra: 812 votantes
Margem de erro: três pontos percentuais,  para mais ou para menos
Registro: no TRE, nº 00006/2014 e no TSE, nº 00224/2014
 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Grupo Centauro em reunião almoço de confraternização com a atual Diretoria da AsOfBM


Quinta, 09/07, integrantes do Grupo Centauro, participaram de reunião-almoço no Galpão da AsOfBM, no Acampamento Farroupilha,  a convite do Conselho Deliberativo,  presidido pelo Coronel RR Marcos Paulo Beck e da atual Diretoria Executiva da AsOfBM, presidida pelo Coronel Marcelo Gomes Frota. Presentes, também, o Presidente do Conselho Fiscal, Coronel Dalmo Itaboraí dos Santos do Nascimento e vários conselheiros dos dois Conselhos, bem como integrantes da Diretoria Executiva e o Presidente do Clube Farrapos Coronel RR José Roberto Rodrigues.

Usaram da palavra vários Oficiais ressaltando a necessidade de que os Oficiais da Carreira de Nível Superior sejam associados à AsOf e que haja a participação efetiva de todos. Foi também, saudado o retorno dos integrantes do Centauro ao quadro de sócios da AsOfBM.


Ao final ficou claro o reconhecimento geral de que existe muito trabalho a ser feito em defesa da Carreira de Nível Superior.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Manifestação do Grupo Centauro face o afastamento do Presidente da AsOfBM

Caros “Centauros”!

Como diz o dito popular, “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”, novos fatos estão surgindo no ambiente da Oficialidade da BM que motivaram esta manifestação.

É sabido por todos o motivo pelo qual dezenas de associados pediram seu desligamento da Associação nos últimos anos, em especial os Centauros. Somos conhecidos como “um grupo tradicionalmente defensor dos deveres e direitos da Carreira de Oficiais de Nível Superior” e que vinham sendo aos poucos dilapidados.

Com o afastamento do presidente entendemos que é hora de retomar o apoio a Entidade, conclamando a Diretoria Executiva e Conselhos, até então desprestigiados, que implantem uma gestão com maior legitimidade, mediante aumento expressivo do número de sócios e na qual os mesmos sejam efetivamente partícipes.

A qualificação dos nossos quadros e a representatividade adequada passa, então, a ser uma possibilidade que podemos vislumbrar como um cenário favorável de atenção exclusivamente voltada à Carreira de Nível Superior da Brigada Militar.

Assim, estamos constituindo esforços e manifestando total apoio aos Oficiais em retornarem, sendo que em nosso grupo, uma dezena de Oficiais Superiores efetuou seu reingresso no quadro associativo, em encontro ocorrido na semana passada com a Diretoria e Conselho Deliberativo da Associação.

Desta forma, fica a ideia-sugestão aos demais colegas para se unirem na busca por uma AsOfBM que verdadeiramente consolide e represente a vontade coletiva dos Oficiais da Brigada Militar.

Mais do que uma vontade em participar, vislumbramos o resgate dos motivos que impulsionaram os idealizadores e fundadores dessa entidade, que deve nos representar na altura e na forma correspondente ao elevado valor da nossa sempre querida e idolatrada Brigada Militar!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

FESTIVAL DE QUEIJOS E VINHOS NO CLUBE FARRAPOS COM SHOW DO GURI DE URUGUAIANA
DIA 19 DE JULHO 


sábado, 24 de maio de 2014

Reunião mensal do dia 22 com a palestra do Jornalista Túlio Milman

Jornalista Túlio Milman
.
Dia 22, quinta-feira, no Clube Farrapos, o Grupo Centauro recebeu o Jornalista Túlio Milman para um bate-papo, como ele mesmo definiu, que de tão amistoso e agradável durou por duas horas. Entre os presentes, os Centauros saúdam os Oficiais que compareceram pela primeira vez e, especialmente, a presença do Coronel Danguí do Exército Brasileiro, integrante do MOVA (Movimento Verde Amarelo).


O Jornalista Túlio Milman apresentou as suas posições firmes e coerentes sobre a atual política de condução dos conflitos de rua em todo o Brasil, determinadas pelas autoridades constituídas em todos os níveis de poder, que criam diretrizes condescendentes para a segurança pública nesses conflitos violentos e destruidores do patrimônio, tanto público quanto privado, por “manifestantes”, causando medo e diminuindo a sensação de segurança da população. Disse que, no seu entender, deve existir uma linha bem definida entre o que pode e o que não pode ser realizado e quem ultrapassar (autoridades e manifestantes), devem ser responsabilizados.  Afirmou, como Jornalista, que os governantes tem que perceber o anseio da sociedade e que essa responsabilização, nos dias de hoje não está acontecendo, causando descontentamento na população.
https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

A seguir, manifestou a sua percepção sobre a segurança pública existente no país. Falou sobre a evolução tecnológica da sociedade e dos novos conceitos a partir das redes sociais que estão influenciando na vida e na segurança das pessoas.

O bate-papo fluiu naturalmente com a participação dos presentes. Vários temas de interesse da Carreira de Nível Superior foram abordados.

Ao final o Jornalista Túlio Milman foi aplaudido por todos. Ficou claro um relacionamento profissional, mas também amistoso, coerente e necessário para as instituições e a imprensa.


Durante o jantar de confraternização o “papo” continuou sobre vários assuntos da atualidade.



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Editorial de importante jornal do país alerta para o desmonte do atual sistema de segurança pública.

O perigo da desmilitarização

EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE
CORREIO BRAZILIENSE - 21/05

O cidadão de bem, que tem o direito de ir de casa para o trabalho e voltar sem ter de deixar o que ganhou honestamente nas mãos de algum marginal, precisa ficar atento a uma armação ainda mais perigosa para a sua segurança. Está nas ruas e nas mídias uma campanha de desmoralização das polícias militares, como se os verdadeiros bandidos não fossem os marginais do tráfico nem os políticos que enriquecem com desvios de verbas públicas.

Pior é o que está por trás de tudo isso: encoberta por um discurso que parece ser politicamente correto, o que realmente se pretende é aprovar uma mudança na Constituição Federal (PEC nº 51/2013), que simplesmente acaba com as polícias militares.

Constitucionalmente organizadas, mantidas e comandadas pelos governos estaduais, as polícias militares são entendidas como forças auxiliares da segurança do país, mas com foco, formação e dedicação exclusiva, nos tempos de paz, às atividades de segurança pública. São treinadas para o policiamento ostensivo e ações que, eventualmente, exijam o braço forte do Estado para garantir a ordem, o cumprimento da lei e das decisões judiciais.

Depois de tentar desarmar toda a população por meio de um referendo popular em 2005, que se transformou em tiro no pé dos autores, os atuais donos do poder político no Brasil pensam ter encontrado na eliminação das polícias militares um meio de esvaziar um poder armado sobre o qual não têm controle absoluto. Para quê?

Se os propósitos são inconfessáveis, os meios para alcançar tal objetivo são conhecidos. Basta que um policial militar - que, infelizmente, ainda é mal preparado para certas situações de confronto com o crime - cometa um erro para que toda a corporação militar seja questionada, numa generalização injusta e intolerável. Exemplos gritantes são frequentes no Rio de Janeiro, onde a força tomou pontos que antes pertenciam ao tráfico.

Um civil baleado, mesmo antes de saber quem disparou, é imediatamente usado para manifestações contra a polícia e a política de pacificação dos morros. Não é por acaso que o autor da emenda constitucional que propõe desarmar a defesa do cidadão é senador pelo Rio de Janeiro, Lindbergh de Farias, do PT, e pretende assumir o governo daquele estado.

Mas as pessoas de bem, assim como desconfiaram dos propósitos do desarmamento forçado em 2005, ainda têm tempo para rejeitar mais essa manobra para concentrar poder - inclusive o de fogo -em Brasília. Ninguém deve se enganar com os lobos mansos. Terão mais facilidade de entender o que se passa os amantes do cinema que conhecem a obra-prima O garoto, de Charles Chaplin, em que o menino atirava pedras nas vidraças antes de seu protetor, Carlitos, oferecer serviços de vidraceiro. Ou seja, trata-se de criar uma necessidade, um clima, para se encaminhar uma falsa solução.


Nas recentes manifestações de rua, militantes foram pagos para atirar fogos contra a polícia e, com isso, provocar reações que pretendem enganar o cidadão menos avisado, induzindo-o a aceitar a falsa necessidade da desmilitarização daqueles que, se não podem evitar políticos mal intencionados, pelo menos tentam defender as pessoas dos marginais violentos. Em vez de acabar com as polícias militares, mais ajuizado será dar-lhes melhores condições de exercer seu papel.